Governo de Alagoas  
Navigation
Search box

 
Document Actions

Turismo de Negócios

Governo de Alagoas lança plano de negócios para consolidar desenvolvimento e atrair investidores para o Estado

   A localização geográfica de Alagoas, abundante em lagoas, rios e uma
extensa costa marítima, beneficia a pesca e a agropecuária



   O governo de Alagoas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, lançou em Maceió, o plano de negócios “Alagoas: Estratégias de Desenvolvimento”. A proposta do plano é inserir Alagoas na rota do desenvolvimento nacional e atrair novos investidores, fazendo uso das vantagens naturais propiciadas pelo Estado.


Investimentos de R$ 2,5 bilhões e 50 mil postos de trabalho


   Há previsão de investimentos de aproximadamente R$ 2,5 bilhões e expectativa de geração de 50 mil postos de trabalho ao longo de 15 anos. A elaboração do plano estratégico surgiu com a necessidade de uma nova inserção produtiva do Estado de Alagoas nos mercados nacional e internacional.
Para isso, foram consideradas algumas vantagens competitivas e a necessidade de inserção social por meio de geração de emprego e renda. Essas vantagens compreendem potencialidades do Estado em âmbito nacional.
   Alagoas é o segundo maior produtor de cana de açúcar do Brasil. Além de ser, também, o maior produtor nordestino de fumo e de leite não industrializado.
   O turismo como forma de geração de empregos, além da contribuição para o desenvolvimento, é outro ponto destacado pelo plano estratégico de Alagoas. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, ultimamente o setor teve participação de 6% no produto interno do Estado. Resultado obtido após a secretaria ter criado o Programa de Municipalização do Turismo e o Plano Estadual de Turismo, com o objetivo de melhorar a infra-estrutura dos principais pólos turísticos do Estado. Foram feitas obras de saneamento básico, coleta de lixo e recuperação de vias públicas. Os dois planos fazem parte do Programa para o Desenvolvimento do Turismo na Região Nordeste - Prodetur/NE, lançado pelo Governo Federal em 1994.


Inserção produtiva de Alagoas no mercado internacional


   De acordo com a secretaria, o turismo litorâneo foi identificado como o segmento de maior interesse de turistas. Alagoas oferece aproximadamente 270 km de faixa litorânea e uma grande diversidade cultural.
   As estratégias de desenvolvimento permitiram também uma visão do panorama econômico do Estado, e a partir daí levantar dados para os projetos essenciais para sua realização. O governo conta com a participação da iniciativa privada, que deve ser atraída não somente dos mercados nacionais, mas também internacionais.
   A iniciativa foi possível devido à recente reestruturação financeira e fiscal do Estado e da sinergia entre o poder público e a iniciativa privada, através de um convênio entre o Governo do Estado e as federações da Indústria, da Agricultura e do Comércio.


Investimentos em infra-estrutura, energia e agronegócios


   Desde dezembro do ano passado, o processo de consolidação das estratégias de desenvolvimento vem sendo amadurecido, sobretudo com o lançamento do Programa “Alagoas: Novo Tempo de Oportunidades”. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti, esse programa já refletia a nova conjuntura em que o Estado se encontra. “Já apresentava vertentes na área social, identificando ações que visam a melhoria dos indicadores. Na área econômica, através de melhorias na infra-estrutura local permitindo a atração de novos investidores e promovendo o desenvolvimento sustentável; na área cultural e no turismo, com a expansão da valorização do patrimônio histórico-natural de Alagoas integrada aos demais setores e com investimentos nas áreas em que a infra-estrutura não viabiliza sua exploração racional”, afirma.
   Para elaborar o plano “Estratégias de Desenvolvimento” para o Estado, foi preciso, primeiramente, montar um mapa georeferencial dos negócios em Alagoas e fazer o levantamento das potencialidades e quais as estratégias a serem tomadas para gerenciar a política de desenvolvimento observadas no Plano Plurianual.
   O levantamento mostra que Alagoas apresenta vantagens comparativas entre os demais estados do Nordeste, notadamente em energia, água e aspectos de localização. Na transformação dessas estratégias em oportunidades de negócios foram identificados investimentos na área pública e no setor privado. “Esses investimentos estão distribuídos em projetos estruturantes, como a infra-estrutura, modernização e ampliação do porto, duplicação de rodovias, energia e irrigação. E ainda em setores como agronegócios, floricultura e fumicultura, bacia leiteira, piscicultura, maricultura, cana e derivados, entre outros”, relata Arnóbio Cavalcanti.


Distrito Industrial

O Distrito Industrial de Marechal Deodoro é um dos exemplos
do potencial de desenvolvimento do Estado


   De acordo com o secretário, através do plano, o governo busca mais oportunidades de trabalho para a faixa populacional que vive assalariada ou no sub-emprego informal. O plano visa, também, o fim do êxodo rural com uma descentralização e parceria produtiva no setor agropecuário em algumas regiões que o monopolizam. Além de combater a seca sertaneja com a concretização do Canal do Sertão. O que contribuiria para uma mudança econômica no Estado.


Transformando estratégias em negócios


   O Estado possui uma economia centralizada na agroindústria do açúcar e do álcool, no pólo cloroalcoolquímico, indústrias alimentícias e têxteis. Entre as culturas agrícolas de maior importância estão a cana-de-açúcar, o fumo e o algodão.
   O destaque fica para a indústria do açúcar, setor no qual Alagoas exporta mais de 50% da produção. Porém, no caso de produtos como o álcool e outros derivados da cana-de-açúcar, a produção cai notadamente e as exportações são pouco expressivas.
   Outra principal atividade industrial é a fabricação de tecidos, que conta com um parque têxtil diversificado. O extrativismo mineral baseia-se na extração de sal, gás natural, calcário, argila e petróleo. Alagoas é o maior produtor nacional de amianto.
   A localização geográfica do Estado, servido de muitas lagoas, rios e uma extensa costa marítima beneficia a pesca. Entretanto, a atividade ainda faz uso de técnicas convencionais.